quinta-feira, 31 de julho de 2014

Livro - Orixás na Umbanda







Nesse livro Janaína Azevedo aborda os "Orixás" e como a Umbanda e Candomblé cultuam, num trabalho de pesquisa riquissimo.
Janaína nos mostra aonde os Orixás são cultuados e mapas geográficos das regiões onde surgiram as nações de Candomblé Jejê, Nagô (anagô), Angola, Ketu e suas diferenças e como são chamados e cultuados os Orixás nas diferentes nações na África. E como eles foram incorporados a Umbanda Sagrada.
O livro traz, uma maga de preparos de comidas, bebidas, ervas para preparo de oferendas aos Orixás.
Livro essencial na prateleira dos praticantes de Umbanda e Candomblé e estudiosos pelas religiões de matrizes africanas.

Autora - Janaína Azevedo
Editora - Universo dos Livros

Homenagem a Sr Zé Pelintra em São Bernardo do Campo...


quarta-feira, 30 de julho de 2014

As Religiões Afro Conquistam a Classe Média - reportagem Istoé

fonte: istoe.com.br - edição 2331/ 25 Julho 2014
por - Paula Rocha

Em uma noite fria da Cidade de São Paulo, um grupo composto por advogados, engenheiros, médicos e empresários se reúne num salão amplo e bem iluminado no segundo andar de um prédio, na zona leste da capital. Vestidos de branco e carregando flores e velas, cada um deles está ali por motivos distintos, mas com o mesmo objetivo em comum: louvar os Orixás - divindades africanas - e oferecer seus corpos como "casa" temporária para espíritos de caboclos e outras entidades. Esse ritual, ou "gira" na linguagem da Umbanda, acontece quinzenalmente ao som de tambores e cânticos e sob a orientação do médium Rubens Saraceni, sacerdote umbandista. Além das profissões de prestígio dos frequentadores, outro detalhe chama a atenção: entre os mais de 200 médiuns, de ambos os sexos, presentes naquela noite, apenas três eram negros. A superioridade branca desse Terreiro é um sintoma da nova composição de fiéis das religiões Afro-brasileiras. Antes frequentados majoritariamente por pessoas de origem humilde, baixas escolaridades e negros - grupos ligados à origem desses ritos -, os cultos de matriz africana, como a umbanda, o candomblé e a religião dos Orixás (leia as características de cada religião na pág. 53), conquistam cada vez mais a classe média branca e escolarizada do País. Segundo os últimos dados do IBGE, 47% dos adeptos das religiões afro no Brasil são brancos e 13% do total dos fiéis tem nível superior completo-índice acima da média nacional, de 11%.


A advogada Flora de Almeida, 29 anos, é o retrato desse crescente tipo de devoto.
Criada por pais Católicos não praticantes, ela sempre sentiu falta de professar uma religião. "Mas não me sentia à vontade em instituições cheias de dogmas e regras nas quais acredito", diz Flora. Em 2012, enquanto enfrentava o término de um relacionamento amoroso, ela decidiu buscar apoio na Umbanda, fez o curso e começou a trabalhar em um Terreiro. Meses depois, no entanto, conheceu o Candomblé e se apaixonou. Hoje ela é "filha" do sacerdote Armando de Ogum e ainda está assimilando os conceitos de sua fé. "É como se eu voltasse a ser criança. Tenho que aprender tudo do zero, e é um aprendizado muito bonito. Fui acolhida dentro de uma família", diz.
As religiões de matrizes africanas chegaram ao Brasil entre os séculos XVI e XIX, trazidas pelos escravos, alguns deles sacerdotes, que eram traficados para cá. Como, naquela época, a única religião aceita no País era o Catolicismo, os devotos, os devotos dos Orixás tiveram que se comportar como cristão, frequentando ritos e cultuando santo católicos. Dessa devoção aos Orixás, com preceitos kardecistas e crenças indígenas. "As religiões afro-brasileira nasceram marginalizadas e, ao longo do tempo, foram estabelecendo laços com pessoas influentes, que ajudavam a diminuir o preconceito na sociedade em geral", diz Reginaldo Prandi, professor-sênior do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e o autor do livro "Mitologia dos Orixás". "As pessoas de classe média e alta já vêm se integrando aos cultos afro ha muito tempo, mas são discretas devido às suas posições sociais", conta o sacerdote Rubens Saraceni. "Mas essa integração, principalmente à Umbanda, cresce cada vez mais."


Na esteira do aumento do grau de instrução dos fiéis das religiões afro surgiram escolas e cursos de Umbanda e Candomblé, que ensinam os conceitos teológicos por trás das atividades praticadas nos centros religiosos. Já existe até uma faculdade de teologia umbandista reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), a Faculdade de Teologia Umbandista (FTU). Outro setor que prospera com inserção dos mais abastados nos cultos de matriz africana é o comércio de artigos afro. Só a loja Mãe Africa, considerada a maior do País, oferece mais de dois mil itens em 340 m2 de área - o mais caro deles, uma peça em bronze que reproduz uma rainha iorubá (grupo étnico africano), custa R$ 15 mil. "A ideia de que as religiões afro são coisa de gente pouco instruída ou pobre está totalmente errada", diz Prandi. "Hoje, a camada pobre do Brasil, a base da pirâmide, é,  em sua maioria, evangélica".


Nascida em uma família de classe média católica e com ascendência oriental, a empresária Juliana Ogawa, 37 anos, presenciou de perto a mudança no perfil dos fiéis afro. Aos 13 anos, levada pro um tio, ela procurou a Umbanda pela primeira vez, atrás de cura ou explicação para as dores de cabeça que sentia constantemente, e que não foram diagnosticadas. Durante sete anos seguintes, ela dedicou à religião, descobriu-se médium, mas abandonou os rituais, procurou outras formas de exercer sua espiritualidade e só voltou para a Umbanda em 2009. "Antes, era raríssimo encontrar alguém de ensino superior. Hoje, todas as pessoas da casa que frequento têm terceiro grua completo", conta Juliana. Assumir sua opção religiosa, no entanto, não é mais fácil atualmente do que a duas décadas. "O preconceito ainda existe e parece até pior do que antes", diz ela. "Os neopentecostais tratam as religiões de matriz africana como inimigas e esse intenso combate contribui para a evasão dos humildes", acrescenta Prandi.


Os novos fiéis de classe média, por sua vez, fazem questão de não esconder sua religiosidade. Caso do médico Rogério Pascale, 38 anos, seguidor da religião dos Orixás ha sete anos. Toda vez que cumprimenta o Babá King, sacerdote do Templo Oduduwa, em Monguagá (SP), o clínico geral se ajoelha e encosta a testa no chão, em sinal de reverência, mesmo que seja dentro do hospital em que trabalha. "Nessa religião não há julgamento e respeitamos as pessoas pelo que são", diz Pascale. "Aqui não importa quem ganha mais ou menos. Somos todos iguais."


A.U.E.E.S.P Convida a Todos Para a Homenagem a Exu, Pombagira e Sr. Zé Pelintra na Mooca


terça-feira, 29 de julho de 2014

Sessão de Autógrafos - Severino Sena, Na Gira da Umbanda


Livro - O Essencial do Candomblé






Ademir Barbosa Júnior, faz um trabalho de pesquisa excepcional trazendo o fundamento do Candomblé e suas nações e denominações.
Um livro riquíssimo para conhecer a fundo toda a magia que envolve essa religião que se difundiu entre os escravos na época Brasil Colônia que é tão respeitada, organizada e unida dentro das suas diretrizes, este livro vem para abrir novos horizontes sobre o Candomblé .



Autor - Ademir Barbosa Júnior
Editora - Universo dos Livros

sábado, 26 de julho de 2014

Capa Jornal de Umbanda Sagrada mês de Julho

fonte: colegiopenabranca.com.br



Área de Integração

por - Rodrigo Correia dos Santos - médium, sacerdote umbandista, oga, e adm. do site tamboresdeorunmila.

Pensando numa maneira, de trazer uma maior dinâmica, dentro do Tambores de Orunimlá estamos disponibilizando um espaço para facilitar suas dúvidas, e a comunicação batizamos de "Área de Integração", localizada próximo do final da página.
Para deixar sua mensagem basta colocar seu e-mail, nome e digitar sua mensagem, que rapidamente iremos responde-lá.

Umbanda - Teoria da Conspiração

por - Rodrigo Correia dos Santos - médium, sacerdote umbandista, ogan e adm. do site tamboresdeorunmila.

A Umbanda nesses últimos tempos, determinadas coisas passaram a ser incomprendidas por partes de algumas pessoas que estão a frente de grandes instituições, que deveriam servir de exemplo para outros umbandistas, mais acabam "banalizando" uma religião tão linda que é a Umbanda Sagrada.
Criam cargos e condecorações como "missionário" por exemplo totalmente sem fundamento, e sem utilizar nenhum padrão ou critério avaliativo, para premiar dirigentes umbandista. Vamos pegar o missionário como exemplo: são sacerdotes que vão levar as religiões para lugares aonde a população não tenha contato algum, suas principais funções são em realizar trabalhos sociais visando trazer a palavra do Nosso Pai Maior para as pessoas.
Se essas pessoas à frente dessas instituições avaliam o tempo de dedicação pessoal a frente de um Terreiro de Umbanda, me desculpem estão completamente equivocados, e com a insaniedade mental totalmente desequilibrados. 
Se avaliarmos a Umbanda Sagrada a partir desse critério por "tempo de casa" não é uma religião e sim uma "empresa lucrativa", onde membros são condecorados não por tentar mudar a imagem da religião perante à sociedade, com a criação de programas sociais visando trazer para dentro dos templos a população que realmente precisa... e sim basta apenas criar recursos para trazer "dinheiro" para o enriquecimento do Templo enquanto a prática da umbanda continua a mesma "regular".
Eu como médium, sacerdote umbandista e formador de opinião, fico completamente desapontado com a situações e preocupado com qual caminho a Umbanda vai levar, uma religião linda e maravilhosa que à todo dia tem que matar um leão para conseguir sobreviver sem preconceitos e sem boatos maldosos que são proferidos pela sociedade.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sétimo Terreiro de Candomblé - Ile Axé Oxumaré (BA) é tombando pelo IPHAN

fonte: portalbrasil-www.brasil.gov.br

Foi publicado nesta quinta feira (10), no Diário Oficial da União (DOU), o tombamento do Terreiro de Candomblé Ile Axé Oxumaré, em Salvador (BA). O local é considerado um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro da Bahia. O conjunto é destinado ás práticas religiosas e tem comprovada e duradoura tradição da Bahia, já declarado Território Cultural Afro-Brasileiro.
O tombamento definitivo Ile Axé Oxumaré foi aprovada em Novembro do ano passado pelo Conselho do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A solicitação foi feita em 18 de Setembro de 2002, pelo sacerdote Babalorixá Agoensi Danjem, supremo dirigente do Ylê Oxumarê, e pelo Presidente da Sociedade Cultural Religiosa São Salvador - Ylê Oxumarê, Silvanilton Encarnação da Mata.
O Terreiro de Candomblé é o sétimo protegido pelo iphan, os outros seis são:

  • Terreiro de Candomblé Casa Branca (BA)
  • Ilê Axé Opô Afonjá (BA)
  • Gantois (BA)
  • Alaketu (BA)
  • Bate-Folha (BA)
  • Casa das Minas Jeje (MA)

Oxumaré é o Orixá do movimento e dos ciclos vitais que geram as transformações, em que o santuário e consagrado. Na tradição Ioruba, os Orixás são ancestrais divinizados que correspondem às forças da natureza. Portanto, seus arquétipos estão diretamente relacionados às manifestações dessa forças.

Segundo a tradição, Oxuamré é o simbolo da riqueza, da continuidade e da permanência, é a serpente-arco-íris, que representa a união entre o céu e a terra, o equilíbrio entre os Orixás e os homens. É uma divindade muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo, controla e põe os astros e o oceano em movimento. Rastejando-se pelo Mundo, desenhou seus vales e rios. É a grande cobra que morde a cauda, representando a  continuidade do ciclo vital. Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da vida.
O dia da semana de culto a Oxumarê é a terça-feira, suas cores são amarelo e o verde, ou preto, além das cores do arco-íris. Seus símbolos são o "Ebiri", espécie de vassoura feita de nervuras das folhas das palmeiras, a serpente, o "círculo" sua saudação é Arobobô Oxumarê...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Entrevista com Marcel Oliveira - autor do livro - Zé Pelintra, A Revelação








Boa Noite, internautas que acompanham o blog Tambores de Orunmilá... sou Rodrigo Correia dos Santos, administrador responsável pelo blog, sou médium, ogan e sacerdote umbandista.
Estrelando a segunda entrevista dessa sessão, fomos bater um papo com Marcel Oliveira, médium, sacerdote umbandista, mago, escritor e dirigente do Templo Mãe Divina que faz a sua estréia literária, com uma obra excelente e fundamental para todos os adeptos da Umbanda Sagrada.




Tambores de Orunmilá - É muito difícil autores, disponibilizarem suas obras em arquivos PDF para baixarem, porque você optou por essa ferramenta de divulgação?
Marcel Oliveira - Por que este livro carrega uma mensagem tão importante acerca de  Sr Zé Pelintra na Religião de Umbanda que acredito que este é o melhor meio de propagar este livro, gratuitamente e através do formato PDF onde todos tenham acesso rápido a esta obra e possam entender Sr Zé Pelintra em nossa amada religião.

Tambores de Orunmilá - Marcel aos 35 anos você abriu seu próprio espaço Templo Mãe Divina, o que você diz de casos de médiuns, onde não tem preparo algum tanto teórico quando prático de abrirem suas próprias casas, e em alguns casos com o próprio consentimento e autorização de seus dirigentes?
Marcel Oliveira - Existem casos e casos sobre esse tema...
Antigamente, um Templo se fundava Templo de Umbanda quando havia um chamado para esta missão do guia chefe do médium. Nesta época, não havia estudo teórico acerca de nossa religião e os mistérios e formas de trabalham eram transmitidos dos mais velhos para os mais novos de forma velada e oral. Com esta renovação em nossa religião, com cursos de teologia, sacerdócio e toda a estrutura montada pelos guias mestres e mentores de Umbanda para a fundamentação destes mistérios de forma organizada e harmonicamente distribuída, esquecemos esta maneira antiga de transmissão, dos mais velhos para os mais novos...
Respeito todas as vertentes de Umbanda e acredito que só não é correto abrir um Templo ou Terreiro de Umbanda através do ego e vontade própria, sem que se tenha um real chamado do astral.
Não adianta estudar milhares de cursos, sem um real chamado do astral, não tem o porquê fundar um terreiro.
"Eu sou de Umbanda Sagrada e passei anos estudando sem parar e com muito afinco e amor, porém, só fundei o Templo de Umbanda Mãe Divina em São Paulo - SP quando realmente recebi este chamado de Sr Zé Pelintra para reabrir este Templo", pois antes de conhecer a Umbanda Sagrada já tinha um Templo na cidade de Pirassununga em um Haras no qual tomava conta para o meu tio e tive que fechar porque meu tio vendeu o haras e voltei para a cidade de São Paulo.

Tambores de Orunmilá - Quando ouvimos falar o nome "Umbanda" é automático lembrarmos de Zé Pelintra. É a entidade que 100% da população sendo ela, religiosa ou não já ouviram falar, é por esse motivo que a imagem do Sr Zé Pelintra é tão generalizada na sociedade?
Marcel Oliveira - Um dos principais mistérios do Sr Zé Pelintra é exatamente o de ser um arquétipo do povo, da magia e da sabedoria popular, do molejo e traquejo da vida, da alegria de viver que está em nossa sociedade...
"Zé Pelintra representa nossa música popular, nosso sorriso, nossa batalha no dia a dia, nossa fé e nossa vontade de viver e sermos felizes independente de como nosso país se encontra..."
Sem contar que ele faz um trabalho na Umbanda muito especial... Sr Zé ensina sorrindo, repreende cantando, trabalha dançando e cura muitas vezes apenas com suas palavras sabias e direcionadas para nossos corações e nossa almas.
Zé Pelintra é do povo, é de todos, é nosso amado Pai!

Tambores de Orunmilá - Em Pirassununga no haras, onde começou os primeiros atendimentos, qual a expectativa que passava pela sua cabeça? Imaginava que iria trilhar esse caminho tão vencedor dentro da Umbanda Sagrada e a frente de um Instituição tão respeitada como o Templo Mãe Divina?
Marcel Oliveira - Em Pirassununga, não conhecia nenhuma vertente, confiei em Sr Zé a cada segundo, e não tinha maiores expectativas a não ser a de fazer tudo certo nos dias de trabalho e ajudar a quem viesse nos procurar, pois era o começo de um trabalho, na zona rural de Pirassununga onde para variar todos precisavam de infra estrutura, como médicos, escolas... e não tinham quase nenhum apoio do governo... quando se dirigiam ao Templo, tinham os mais diversos problemas que com muito amor e entrega deixava que Sr Zé tomasse a frente dos trabalhos e ajudasse a todos os que procuravam.
Quando conheci a Umbanda Sagrada, comecei meus estudos e tudo começou a mudar dentro de mim no que diz respeito a "auto-confiança" e o conhecimento dos fundamentos da Umbanda, coisa que Sr Zé me passava quando comecei a estudar, tudo ganhou profundidade e clareza no meu ser.

Tambores de Orunmilá - Como você observa esses casos de ataques de intolerância religiosa que vêem movendo o Brasil e principalmente o Estado do Rio de Janeiro?
Marcel Oliveira - Uma fase muito complicada mesmo... é muito triste ver irmão atacando irmão em nome de Deus, em nome de verdades que alguns julgam como absolutas.
"Na minha opinião, Deus não colocou em nenhuma religião a verdade suprema! - Deus dividiu esta verdade em frações e estas frações estão em cada religião que o homem criou".
Cada religião tem uma parte da verdade absoluta de Deus, e desta forma o melhor a fazer seria unirmos em nome de Deus e do amor as religiões para que todas coexistissem de maneira respeitosa e harmoniosa. Mas por enquanto está difícil esta utopia.
Algo deverá ser feito para que não haja jamais violência verbal, física, ou política contra religiões.
Que Deus, Olorum, Alá... nos ajude!

Tambores de Orunmilá - No Brasil não falta mais união entre as Instituições, médiuns, e dirigentes independentes do culto praticado?
Marcel Oliveira - No Brasil, o que mais falta é isso mesmo.
Tenho um projeto chamado "Umbandas" que desenvolvi junto com meu irmão e Pai pequeno do Templo Mãe Divina que aborda como tema principal a união entre as vertentes de Umbanda!
"Muitos Umbandistas já estão cansados de brigas e tumultos causados por federações, sacerdotes e médiuns que nada entendem sobre a Religião!
Umbanda é uma religião, e suas vertentes são caminhos desta religião que nos levam a um mesmo lugar, Olorum! - Sempre digo que quando vou a outro Templo de Umbanda, não sou visita, sou filho daquele Templo, pois minha religião tem várias moradas e quando vou à outra morada que não seja a minha, sinto que também estarei na minha morada em outros Terreiros e Templos de Umbanda pois lá está Olorum e os Sagrados Orixás da mesma forma... então, bato minha cabeça aos sacerdotes e dirigentes e, como filho de Umbanda, rezo com muito amor e alegria nos Templos que Olorum criou através de seus dirigentes e sacerdotes."
Se todos pensassem desta forma, acabariam as diferenças e as brigas tolas entre as vertentes.
Sobre outras religiões, deixarei que seus representantes falem por elas, pois tudo o que eu disser acerca de uma religião que não é minha, estarei supondo por não entender a fundo o que se passa no coração de outra religião.

Tambores de Orunmilá - Na internet existem milhares de sites, blogs que falam sobre Umbanda, para as pessoas que estão começando agora dentro da religião, não seria interessante a criação de um portal onde se localizam todas as informações selecionando sites para o portal?
Marcel Oliveira - Conheço vários projetos a este respeito, porém, o mais difícil seria organizar e convencer os donos dos blogs e sites a entrarem no portal exatamente pelas diferenças de idéias e vertentes... triste, mas é fato!

Tambores de Orunmilá - Como foi a produção dessa obra riquíssima que só tem a agregar ainda mais a Umbanda? E qual o peso que foi pra você particularmente sendo um grande conhecedor dessa entidade de luz?
Marcel Oliveira - Confesso que demorei até para lançar esta obra pelo simples fato de que são informações de maneira tão natural que acredito que todos os que leem este livro, poderá sentir a  energia de amor em cada página.
Pra mim é uma honra poder ser mais um umbandista que serve a Deus e a espiritualidade para transmitir informações vindas de guias mestres e mentores de Umbanda.
Tenho mais três livros prontos e aguardo a ordem do lado espiritual para lança-los em seu devido tempo.

Tambores de Orunmilá - Como você mesmo diz no livro as primeiras manifestações de Zé Pelintra na Umbanda, as pessoas associaram a Exu. E até hoje tem dirigentes, médiuns que cuidam e saldam essa entidade sendo da linha da esquerda, podemos afirmar que seria um caso de cultural em cada região do país?
Marcel Oliveira - Sim e não...
Zé Pelintra não é Exu! Ele é um mestre que trabalha na fumaçada da direita e da esquerda.
"Na Umbanda, Sr Zé Pelintra formou sua falange de espíritos afins com seu mistério de atuação e neste caso, sim, existe Zé Pelintra Exu, Baiano e até Preto Velho... sem contar linha de Malandros sob tutela..."
Mas quando falamos de Mestre Zé Pelintra, ai podemos classifica-lo como de direita e esquerda pois transita em linhas de trabalhos na Umbanda.
Independente a região do país, Sr Zé mestre sempre será mestre. e Sr Zé na Umbanda, sempre será Sr Zé onde pisar.

Tambores de Orunmilá - O livro é muito bem escrito, de fácil entendimento e tudo indica que haverá continuação. Já está trabalhando na produção de uma nova obra?
Marcel Oliveira - Ele está a todo vapor e irá surpreender a todos com a riqueza de informações acerca de Sr. Zé.

Umbanda Sustentável - Projeto pelo Sacerdote Umbandista - Jorge Scritori

O sacerdote Jorge Scritori desenvolve um projeto de oferenda que não agride o Meio Ambiente chamado de "Umbanda Verde", onde são utilizados elementos naturais, que depois de realizado a firmeza e oferenda o próprio Meio ambiente irá absorver os elementos presentes.

Oferenda a Exu
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Descarrego utilizando Cocos Verdes na beira da praia
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Oferenda Verde a Mãe Iemanjá na beira da praia
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terça-feira, 1 de julho de 2014

Resenha - Zé Pelintra - A Revelação


 Marcel Oliveira na sua estréia literária nos presenteia com uma obra excepcional falando sobre o Mestre Juremeiro, ou se preferir o Malandro Sr. Zé Pelintra.
Neste livro Marcel fala sobre as curiosidades que cercam essa entidade de Luz, suas características e formas de atuações na Umbanda Sagrada. 
Um livro de fácil entendimento é obrigatório a todo praticante da Umbanda, ler e ter, esse livro em sua prateleira seja ela, médium, sacerdote umbandista ou estudiosos sobre as religiões de matrizes africanas.

Autor: Marcel Oliveira - médium, sacerdote umbandista e dirigente do Templo Mãe Divina
Produção: Templo Mãe Divina