sábado, 29 de dezembro de 2012

PRECONCEITO NA UMBANDA - por Fernando Ribeiro Sacerdote Umbandista

O Sacerdote e dirigente Fernando Ribeiro do Templo Escola Ogum Naruê e Vovó Maria Conga, fala sobre o preconceito que a religião sofre tanto pela a sociedade, quanto pelos próprio médiuns umbandistas.




Magia Negra x Umbanda - por Marcel Oliveira Sacerdote Umbandista

O sacerdote Marcel Oliveira, dirigente da Casa de Zé Pelintra e Caboclo Ventania explica o que é a "Magia Negra" e esclarece também que a magia negra não tem nenhuma ligação com a Umbanda Sagrada.





20 de Janeiro data festiva do Orixá - Oxossi ou Odé e Ossain Guardiões das Florestas, Plantas, Flores, Animais


OXOSSI "ODÉ"

Todos os anos o mês de Janeiro é banhado de verde, as matas ficam mais irradiante a fauna e a flora ficam mais vivas e intensas porque somos abençoado pelo nosso Pai Oxossi "Odé".
Dia 20 de Janeiro é sua data festiva, no sincretismo religioso ele é conhecido como "São Sebastião".
Oxossi é divindade que está assentado no pólo positivo do trono do conhecimento, atua diretamente no metal estimulando nossa busca pelo conhecimento no sentido a expandir nossa intelectualidade em todos os sentidos da nossa vida.
Oxossi representa o arquétipo do caçador, aquele que vai buscar e nos traz conhecimento e resposta inteligentes às nossas necessidades de aprendizado e evolução.
Oxossi é o guardião de todas as florestas, das folhas, as raízes, das flores junto com Ossain, seu elemento principal é o vegetal (ervas) tirando todo o poder existente nelas para curar, abrir caminho, purificar e proteger seus filhos. O Segundo elemento é o (Ar) que leva, espalha e expande buscando respostas e fazendo aberturas de caminho para seus filhos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Entrevista com Alexandre Cumino - Tema Umbanda Sagrada - Programa Consciência Próspera

Programa Consciência Próspera - Entrevista feita pelo jornalista Samuel Souza de Paula com o médium, sacerdote, mago Alexandre Cumino, que vai explicar sobre a Umbanda Sagrada desde o seu inicio ate os dias de hoje, como a Umbanda é vista.


Entrevista com Rubens Saraceni - Tema Magia Divina - Programa Consciência Próspera.

Programa Consciência Próspera - Entrevista feito pelo jornalista Samuel Souza de Paula com o mestre, sacerdote, mago e médium Rubens Saraceni, que explica o inicio da magia divina e como ela funciona dentro da Umbanda Sagrada, fala também sobre os graus atuantes na magia divina.


Documentário - Folhas e Rezas

Documentário que procura mostrar como as benzedeiras trabalham com a reza, e as folhas na forma de cruzamento. 



Chackras, Orixás atuante e como funciona a Coroa Planetária.

Desenho desenvolvido pelo Médium, Sacerdote, Mestre - Alexandre Cumino.
Chacras e seus Orixás Correspondentes dentro do corpo humano.

Nesta figura mostra a coroa planeta que o ser humano possui, mostrando todas as informações sobre os Orixás, Elementos.

ESTUDO SOBRE PERISPÍRITO, DESDOBRAMENTO, OVÓIDES, CHACRAS.

Este vídeo de duração de 23:40 explica com perfeição toda a construção espiritual que rodeia o corpo humano no plano terrestre. E como eles trabalham em sintonia e harmonia para o nosso benefício, trazendo sustentação e direcionamento em nossas vidas..


Sensações da Passagem do Plano Material para a Espiritual

Essa pequena apresentação procura explicar algumas das sensações, que o corpo sofre durante o passagem do plano material para o espiritual.



Egrégora - Forma de Pensamento Coletivo dentro da Espiritualidade.


O que é Egregora?

Algumas definições são bastante enfáticas: "Palavra que se tornou popular entre os espiritualistas, significa a aura de um local onde há reuniões de grupo, e também a aura de um grupo de trabalho"
Outras definições são mais exóticas: "Egrégoras são entidades autônomas, semelhantes a uma classe de "devas" que se formam pela persistência e a intensidade das correntes mentais realizadas nos centros verdadeiramente espiritualistas; pois nos falsos tais criações psico-mentais se transformam em autênticos monstros, que passam a perseguir seus próprios criadores, bem como os freqüentadores desses centros".
Temos uma definição um pouco mais clássica: "Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de várias freqüências. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais".
Na média temos que: Egrégora é a somatória de energias mentais, criadas por grupos ou agrupamentos, que se concentram em virtude da força vibratória gerada ser harmônica. Se considerarmos esta como sendo uma definição mais ou menos válida, podemos tecer algumas conclusões.
Se a Egrégora é a somatória de energias, não há limites para que nível de freqüência seja a sua fonte criadora, assim pode existir em potencialidade Egrégoras com freqüências elevadas e egrégoras com freqüências vibratórias menos elevadas ou se preferirem "negativas".
A existência de diferentes freqüências reforça a antiga lei da dualidade entre o positivo e o negativo, ou ainda entre o claro e o escuro e o bem e o mal, embora esta ultima definição careça de uma analise mais profunda.
Se for então verdadeiro que a somatória de forças vibratórias ressonantes se somam no Éter é provável que esta força criada seja capaz de prover seus geradores de potencialidades, esta hipótese se confirma pela manifestação material do que pode se chamar de energia construtiva (ou destrutiva) dos diversos grupos religiosos, esotéricos ou metafísicos.
Quer me parecer que o mais correto seria considerarmos a hipótese de que realmente possa existir uma Egrégora positiva construtiva, assim como pode haver uma egrégora negativa ou destruidora, até porque, se existe como conhecemos uma arvore da vida cuja existência representa o caminho da queda e da reintegração em ultima analise, também devemos considerar que para que esta arvore exista e permaneça ereta é necessário raízes ou uma outra arvore imersa na escuridão da terra. Em ultima analise o bem e o mal competem para o equilíbrio das forças.
Alias o equilíbrio é o objetivo e não o caminho entre os extremos.
Talvez a pergunta mais enfática seja: qual é exatamente a fonte geradora desta energia potencial que anima e mantém uma Egrégora? Como fisicamente isto ocorre? Como as energias vibram em ressonância?
A resposta talvez esteja na Constância, na geração uniforme e linear da mesma e única energia. Como isto pode acontecer?
Possa aí estar depositada a tradição do ritual e das cerimônias Iniciáticas das diferentes tradições, inclusive a Santa Ordem dos Filhos da Sabedoria. Tal qual um gerador ou dínamo, a permanência do eixo girando sempre no mesmo sentido, velocidade e harmonia é garantia da geração da energia elétrica que é o seu resultado.
O trabalho de Ordem regular, constante, harmônico somado aos interesses superiores de seus praticantes é a fonte geradora de um nível vibratório elevado, alimentador constante de uma Egrégora capaz de gerar paz, evolução espiritual e conhecimento aos que dela usufruem.
Esta tese também responde a uma questão importante, diz a tradição que para trabalhar no caminho do equilíbrio não é permitido a "venda", negociação ou pagamento de graus ou conhecimentos, ou seja, num grupo de Ordem o dinheiro não pode e não deve ser uma preocupação, muito menos um objetivo, tais necessidades dentro de um Templo prejudicaria a própria energia potencialmente criadora.
Se os iniciados almejam um dia virem a ser os Verdadeiros Adeptos, os Guardiões do Segredo Real , certamente devem primeiro ser os combatentes fervorosos do Bem sobre o mal, das virtudes sobre os vícios, da riqueza espiritual sobre a mediocridade material.
Se isto não é possível em cada segundo de sua vida, uma vez que estamos invariavelmente imersos num mundo globalizado e repleto de necessidades sociais, que o seja pelo menos em espírito, na vontade, em seu Templo.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

ANIMAÇÃO - EXU COME PRIMEIRO

Dirigida por Alice Gouveia essa animação procura mostrar  porque no rito de Candomblé ofertamos o Orixá Exu, abrindo uma oferenda antes de iniciarem as sessões espirituais. Numa maneira muito divertida e simples de fácil entendimento ao público.


Documentário - EXU A BOCA QUE TUDO COME

Filmado na feira de São Joaquim com direção de Liana Cunha e Samanta Pamponet, o vídeo mostra a presença e influência que o Orixá Exu atua nos cotidianos da população Baiana.





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Campanha Preserve o Mar - 2012

O sacerdote Jorge Scritori do Instituto 7 Porteiras do Brasil deixa seu depoimento na campanha da Preservação as Praias na festa de Iemanjá. 





domingo, 25 de novembro de 2012

Sabedoria da Mata - documentário sobre a Pajelança - ritual indígena

Documentário sobre a Pajelança, um dos fortes pilares e  referência na Umbanda Sagrada na arte de "cura" espiritual através da ervas, sementes e raízes.
Documentário gravado por - Rafael Nolêto.



Zé Pilintra e Malandros dentro da Umbanda por - Rodrigo Queiroz

Rodrigo Queiroz fala sobre algumas diferenças de Zé Pilintra e Malandro dentro da Umbanda Sagrada.
Imagem retirada do (ICA) Instituto Cultural Aruanda.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Documentário - Umbanda - Caboclo Sete Flecha.

Documentário clamando e festejando o Caboclo Sete Flecha, gravando no Rio de Janeiro.
Realizado por Yoruba tv-web



Documentário - Umbanda

Documentário sobre Umbanda mostrando a simplicidade e a diversidade de praticar e clamar os Orixás e guias espirituais.





quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Qual o Fundamento do Amanci na Umbanda Sagrada

por- Rodrigo Correia dos Santos - médium, sacerdote umbandista, ogan, e adm. do site tamboresdeorunmila.

Dentro da Umbanda Sagrada praticamos um ritual litúrgico chamado de “Amanci”.
Ritual esse que tem como fundamento ativar a coroa do médium o “ori”, serve também para apresentar o médium ao Pai Maior Olorum, Oxalá e todo o panteão dos Sagrados Orixás e guias espirituais, mostrando ser humildes perante eles e servir a todos eles da melhor maneira possível na pratica da caridade.
Qual a Composição do Amanci?
 - O amanci é um composto de ervas que são maceradas dentro d’água, em algumas casas coloca-se um pouco de “pó” de pemba para dar uma ativação maior na coroa do médium aumentando a vibração energética dentro da coroa.
Em algumas casas também o Pai de Santo, Babaorixás  abri uma oferenda dentro do Terreiro, Casa de Santo para o Orixá que irá ser consagrado e assim aumentando sua irradiação durante o amanci.
O processo do amanci começa sete dias antes do dia marcado para o ritual, os médiuns nesse período entram em resguardo absoluto porque o amanci na Umbanda representa como um “batismo” e é aonde ocorrerá à troca de energia do “ori” do médium, e aonde irão desenvolver e abrir todas suas faculdades mediúnicas. Nesse resguardo a pessoa não pode ingerir carne vermelha, ter relações sexuais e evitar todos os outros vícios que a pessoa pode ter, porque tudo isso? - para não ter interferência durante o processo de limpeza da carne “matéria” e do espiritual “alma”e do nosso pré-espirito “ essência”.
No dia marcado para o amanci o médium deve entrar no Terreiro, Casa de Santo em silêncio buscando a concentração e a purificação como um todo, tanto da carne quanto do espírito.

Folder do 1º Encontro Cultural África-Brasil


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Documentário - Ilhas dos Orixás

Documentário realizado pelo curso de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina.
Autores: Alexandra Alencar, Bruno Moreschi, Maykon Oliveira, Renan Xavier e Wilian Vieira, divida em quatro partes mostrando a Umbanda filmado em 2004.






Documentário - ECOS DE ARUANDA

Documentário divido em duas partes mostrando a Umbanda e a conscientização dos umbandistas em proteger o meio ambiente em abrir as oferendas na natureza.





Exu só faz o Bem!!!

O sacerdote, mago e mestre Alexandre Cumino fala sobre o Orixá Exu descrevendo em poucas palavras, e ensinado a ter respeito sobre esse Orixá que tanto nos da mão para nos ajudar.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Documentário - TABU - Devoção Suprema

Nesse documentário realizado pela National Geographic, mostra a dedicação dos umbandista sobre a religião e também esclarece tópicos determinante para a religião.



Colocar ou não, a mão na coroa do Médium?

por - Rodrigo Correia dos Santos - médium, sacerdote umbandista, ogan e adm. do site tamboresdeorunmila.

Essa é umas das questões mais discutidas, e que trazem muitas divergências entre os médiuns.
A coroa mediúnica chamada de “ori” coroa em yoruba é o ponto central de maior força do médium e é onde estão todas as informações sobre a configuração do orixá de frente, orixá adjunto e orixá ancestre, e seus guias de trabalho.
Para o Babaorixá, Pai de Santo por mai graus que tenham só poderá colocar a mão sobre o “ori” de um médium com a permissão do Pai Maior e o principal com o “consentimento” do médium.
Essa é a parte principal no processo de desenvolvimento do médium numa casa de santo, os terreiros de umbanda.
Como funciona esse processo?
 - Havendo consentimento do médium dentro do desenvolvimento mediúnico do terreiro, seu corpo astral e sua faculdade mediúnica e Orixás regentes começam a fase de adaptação, os Orixás e guias espirituais tendem a baixar suas vibrações e igualar com a vibração da casa.
O não consentimento do médium ao Babaorixá, Pai de Santo ao colocar sua mão sobre o “ori” coroa do médium, começar a repelir vibratóriamente entre em conflito com a vibração da casa.
Enquanto pensam que estão trazendo os guias em terras, estão na verdade interferindo o processo energético e vibratório. Isso explica porque os médiuns ficam (rondado, tremendo, saculejando e chorando) sem entender o porquê dessas reações.
O Orixá e os guias espirituais precisam baixar energeticamente suas vibrações para entrar em sintonia com a vibração do médium, para a incorporação.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Magia Divina - por Alexandre Cumino - médium, sacerdote umbandista, mago, escritor e dirigente do Templo Escola Pena Branca


Umbanda – Meio Ambiente e Responsabilidade Social

por - Rodrigo Correia dos Santos - médium, sacerdote umbandista, ogan e adm. do site tamboresdeorunmila.

Os pontos mágicos de maiores intensidade no mundo Umbandista é a mãe natureza, elemento importantíssimo para elevar e equilibrar energeticamente os Orixás e seus médiuns.
O que me entristece muito é a falta de senso de alguns médiuns em relação à responsabilidade social e ambiental. Sábado passado mesmo passei em frente a uma praça na zona oeste de São Paulo, tinha uma oferenda que praticamente “acabou” com a praça geograficamente e ambientalmente falando.
Muita sujeira espalhada pela praça, garrafas (quebradas), alguidares, taças, isso é “crime” contra o meio ambiente - lei nº9. 605 e também esta ajudando a denegrir o nome da Umbanda perante a sociedade em que vivemos.
Na cidade de São Paulo existem espaços demarcados e preparados geograficamente e juridicialmente para pratica de despachos, firmezas e limpezas como Santuário dos Orixás dirigido pelo Pai Ronaldo Linares em São Bernardo do Campo, o Vale dos Orixás localizado em Juquitiba com pessoas preparadas em recolher e cuidar do meio ambiente, para que os médiuns possam abrir suas oferendas com tranqüilidade sem serem perturbados ou agredidos verbalmente por qualquer pessoa.
O médium ao abrir sua oferenda nas vias públicas, praças, tem a obrigação de recolher todos os resíduos do trabalho e jogar no lixo e não jogar em qualquer terreno baldio, o orixá ou o guia espiritual precisa de 15 minutos para canalizar, irradiar e projetar no campo espiritual em beneficio de quem for. Não polua ainda mais o meio ambiente e as cidades aonde vivemos.
Para a nossa Umbanda Sagrada crescer e se firma ainda mais, devemos ter a “consciência” de nossos atos e saber respeitar o espaço das outras pessoas e o ambiente aonde vivemos, e sim preservar e não agredir a nossa principal fonte de energia tanto dos nossos Orixás quanto dos próprios médiuns.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

02/Novembro – (FINADOS)

por - Rodrigo Correia dos Santos - médium, sacerdote umbandista, ogan e adm. do site tamboresdeorunmila.

Estou aqui em frente o computador procurando desvendar todas as minhas dores em relação há esse dia, que para alguns seres humanos como eu é o dia de relembrar a dor já que vivenciamos no plano físico e lembrar-se dos períodos de alegria nossos entes querido que  brevemente passaram conosco aqui em terra, o outro lado dessa moeda o plano espiritual, que está com uma vibração calma é serena, e porque não feliz,  em poder rever seus entes queridos pois nessa período é aonde diversos espíritos tem a permissão para deixar um pouco suas missões e rever seus entes queridos mesmo não os enxergando a olhos nu, mais sentindo vibratóriamente uma leve sensação de amor e ternura, onde nós aqui no plano físico devemos se apegar pra enfrentar todas as dificuldade.
Esse também é um período de muita reflexão, pois muitos espíritos estão em busca de luz, de perdão e estão se redimindo a vontade do nosso Pai Maior. Nós umbandista que temos a missão de ensinar e doutrinar tanto os espíritos, quantos as pessoas comuns aqui na terra.
É um tempo de refletirmos sobre nossos atos, porque um dia chegará o dia da nossa passagem e quem irá pegar em nossa mão vai ser nosso Pai Omolu que dos guiara nesse caminho ainda inserto para onde iremos?
Faça desse dia, que o seu amor ao próximo vibre o mais alto e sincero possível e que o seu amor, pela vida vibre constantemente e lembre que nossos entes queridos sempre estarão a nossa volta, apenas estão em um plano que ainda não temos a permissão de atravessar. Eleve seus pensamentos e diga obrigado há esse ente querido por tudo que ele te ensinou aqui em terra e comemore com ele nesses 2 Novembro.
E lembre-se nossa caminhada aqui na terra é só a primeira parte de nossa missão.
Muito obrigado a todos do plano espiritual, que me ensinam constantemente em nossos caminhos e sei que um dia nos veremos novamente.

“Texto em homenagem a Solange Maria José da Silva e Manuella Correia da silva Amo vocês”.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Partindo da Mãe África, atravessando o atlântico e criando raízes no Brasil

por - Rodrigo Correia dos Santos - médium, sacerdote umbandista, ogan e adm. do site tamboresdeorunmila.

Minhas raízes estão ligadas a Mãe África, trazida pelos escravos dentro dos “tumbeiros” como era chamados os navios negreiros, atracados e ancorados em solos brasileiros escrito com sangue de pessoas passivas na pele desses homens cujo nosso Pai Maior lhe confiou essa missão.
Miscigenação, lágrimas, dor, alegria, fé esses homens e mulheres cultuavam seus Orixás pedindo a vossa proteção, e assim por alguns momentos matavam a saudades da mãe África e de quem a completa.
Estava quase nascendo, já tinha conquistado a todos dentro da nossa senzala que era um pedacinho da nossa África aqui em terras brasileiras e o respeito entre as nações com a minha humildade que desde sempre a carreguei comigo, mostrando sempre o amor ao próximo só me restava à liberdade.
Anos passaram alguns irmãos meus se foram, outros iam chegando a todo o momento até que o dia mais esperado chegou 13 de maio de 1888, nosso sonho veio através das mãos de uma mulher que estava no poder, e o nosso sonho se concretizou ganhamos a “liberdade” que lutávamos constantemente.
Estava pronto para colocar em prática o segundo ato da minha missão aqui na terra, no dia 15 de novembro de 1908 dei inicio a parte mais complicada e significativa da minha existência junto com o meu companheiro espiritual chamado caboclo da sete encruzilhadas junto com o nosso maior porta-voz o médium chamado Zélio Fernandino de Morais.
No dia seguinte na hora marcada por Zelio Fernandino de Morais demos inicio a minha existência, fui batizada e ganhei o nome de “Umbanda”. Sou eu quem guarda todas as pessoas que me respeitam e se dedicam com a prática da caridade e ensinando para as outras pessoas o amor ao próximo sem se preocupar com cor, credo, classe social...
Estou sempre guardando meu filhos queridos que são inúmeros aqui no plano físico, na caminhada aqui em cima da terra vermelha, com as benções de nosso Pai Olorum e nossa Mãe Iemanjá.
Filhos meus não me chamo Umbanda por caso, e vocês meu filhos também não são Umbandista por caso... Somos uma família só.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tipos de Filhos de Santos


FILHO DE SANTO JIBÓIA: Só vai nas festas para se empanturrar. 
FILHO DE SANTO PITBULL: Não deixa ninguém se aproximar do Pai de Santo.
FILHO DE SANTO PEQUINÊS: Está sempre lambendo o Pai de Santo.
FILHO DE SANTO GATO: Dá o tapa e esconde a mão.
FILHO DE SANTO BICHO PREGUIÇA: Na hora da função, cadê ele?
FILHO DE SANTO MACACO: Pula de Casa em Casa.
FILHO DE SANTO HIENA: Está sempre rindo, mas não sabe do que.
FILHO DE SANTO CAVALO: Só serve pra dar coice, cuidado!
FILHO DE SANTO CONDOR: Está sempre gemendo nos cantos.
FILHO DE SANTO GIRAFA: O corpo esta no chão mas a cabeça esta longe.
FILHO DE SANTO ELEFANTE: Impossível não notar sua presença.
FILHO DE SANTO URUBU: Só aparece quando a coisa fedeu.
FILHO DE SANTO ARANHA: Trabalha muito em sua casa, e ainda tem gente que não lhe dá valor.
FILHO DE SANTO VIRA-LATA: Leva Coió, mas sempre volta com o rabo entre as pernas.
FILHO DE SANTO SAPO: Está sempre cheio de feitiço.
FILHO DE SANTO PAVÃO: Gosta de aparecer mais que os outros.
FILHO DE SANTO FRANGO: Novo no Santo, mas gosta de cantar de Galo.

FILHO DE SANTO MICO: Só serve pra fazer os outros rirem.
FILHO DE SANTO ZEBRA: Sempre corre do “Leão do Pai de Santo”.
FILHO DE SANTO PEIXE: Todos contribuem com a festa e ele NADA.
FILHO DE SANTO RINOCERONTE: Debaixo de toda aquela casca dura tem um coração mole.
FILHO DE SANTO PAPAGAIO: Repete o que o Pai de Santo diz, mas não sabe o que esta falando.
FILHO DE SANTO CORUJA: Fica só de longe observando.
FILHO DE SANTO POMBO: Se tiver comida ele vem todo dia.
FILHO DE SANTO LEÃO: Se você olhar nos olhos dele ele te avança.
FILHO DE SANTO CABRITO: Quando aparece na Casa, é no Sacrifício.
FILHO DE SANTO BORBOLETA: Esta sempre voando por ai, e quando aparece é só para enfeitar o Salão.
FILHO DE SANTO GRILO VERDE: Quando aparece é para dar Sorte.
FILHO DE SANTO BARATA: Ninguém gosta, mas esta sempre na Casa de Santo.
FILHO DE SANTO GALINHA D’ANGOLA: Cheio de fundamento.
FILHO DE SANTO BEIJA-FLOR: Vem na Casa, fica um pouquinho e vai embora.
FILHO DE SANTO TAMANDUÁ: Tem a língua maior que a boca.
FILHO DE SANTO UNICÓRNIO: Perfeito, mas todos sabem que não existe.

Larvas Astrais

por Laura, 15 de Junho de 2012 - Jornal Nacional da Umbanda - edição 38, página 22

Criaturas vampirizadoras de nossos sentimentos, desejos e pensamentos de baixíssima 

vibração. Alimentam-se dessas energias negativas, sugando nossas reservas. Podem ser inicialmente geradas ou atraídas por nós mesmos, através do desequilíbrio físico, espiritual e emocional 
ou enviadas por espíritos malignos que encontram “abertura” em nossa defesa psíquica. 
Quando o indivíduo encontra-se sob forte processo obsessivo, as larvas são continuamente renovadas, crescendo assustadoramente. Muitos casos em que a medicina clínica não consegue 
diagnosticar o quadro encontram-se nessa categoria. 
A permanência dessas substâncias é altamente nociva ao ser, implicando em desordens físicas e espirituais que variam de intensidade e danos, dependendo das medidas terapêuticas e 
profiláticas adequadas.
Essas criaturas existem independentes no astral inferior como uma réplica dos parasitas 
encontrados na vida biológica, e como eles, são potencialmente perigosas para quem está mais vulnerável às suas investidas. Nesse caso, baixa imunidade seria de natureza moral e espiritual. 
Não que todos os seres vitimados por essas criaturas, sejam pervertidos e desprovidos de valores espirituais elevados, e sim que quando entramos em sintonia de baixa vibração, pela cólera, inveja, ressentimentos, desejos de vingança, pensamentos suicidas ou homicidas, sexualidade promíscua etc, abrimos a nossa guarda e deletamos a nossa imunidade, possibilitando o assédio e 
crescimento acelerado dessas criaturas.
Indica-se a limpeza, desinfecção e imunidade energética através de passes magnéticos, ingestão de água fluidificada, passes em Terreiros de Umbanda, utilização de florais, cromoterapia, 
banhos de descarrego com ervas, aplicação de Reiki, terapias de orações, repetição de mantras, modificação do padrão mental negativo, através da inovação de hábitos saudáveis como yoga, meditação, caminhadas, abstinência de álcool e fumo excessivo, alimentação comedida e saudável, mudança de hábitos sexuais nocivos e degenerados entre outros.
Outros nomes atribuídos a essas criaturas: Larvas espirituais, larvas fluídicas, larvas energéticas, vibriões mentais, bacilos psíquicos, larvas psíquicas, vermes astrais.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Caboclo Pery - Desenvolvimento Mediúnico


Uso das Ferramentas pelos Guias Espirituais

Por: Newton Carlos Marcellino, 1 Setembro de 2012, Jornal Nacional da Umbanda, edição 44, páginas  13, 14 e 15
Muitos guias espirituais usam ferramentas para absorver energias condensadas, atrair ou 
projetar ondas vibratórias, descarregar os médiuns e os consulentes de energias negativas, etc.
Para muitos que desconhecem os fundamentos da Umbanda, para os que estão iniciando 
na religião ou mesmo para aqueles que estão apenas visitando um terreiro para tomar um passe, 
as ferramentas utilizadas pelos guias aparentam ser apenas adereços e símbolos para chamar a 
atenção e tornar o ritual cheio de pompas.
Mas tudo na Umbanda tem sua razão de ser e existir. Nada é por acaso.
Antes de explicar para que servem as ferramentas utilizadas pelos guias espirituais, vamos 
conhecer algumas:
• Pretos / Pretas velhas: cachimbo, bengala, rosário, terço, figa, crucifixo, lenço, xale, chapéu 
de palha, cigarro de palha, etc.
• Exú: tridente, corrente, marafo, charuto, cigarro, capa, cartola, guias de aço, etc.
• Pomba-gira: batom, cigarrilha, anéis, colares, saias, lenços, joias, etc.
• Caboclos de Oxóssi: penachos, cocares, arco e flecha, charuto, cuia, etc.
• Caboclos de Ogum: lança, espada, elmo, espada de São Jorge ou Ogum, etc.
• Caboclos de Xangô: oxé (machado de pedra de duas pontas), pedras, charuto, etc.
• Baiano: chapéu, cigarro de palha, badulaques, coco verde, facão, etc.
• Marinheiro: boné branco, copo com pinga, cigarro, cordas, etc.
• Boiadeiro: chicote, chapéu, cinto, lenço, etc.
• Obaluaye / Omulú: roupa de palha da costa, xaxará, pipocas, etc.
• Cigano: baralho, lenço, incenso, pedras, joias, almofadas, etc.
• Erês: brinquedos, bexigas, doces, bebidas, óculos coloridos, bonés, saias, etc.
Há outras linhas de trabalho nos terreiros, por isso enumeramos as mais conhecidas com 
apenas algumas ferramentas que cada uma delas utiliza, cada qual com sua devida utilidade não 
servindo apenas como mero adereço, como um batom, por exemplo.
Para que servem as ferramentas?
Algumas ferramentas como chapéus, cocares, capas, saias, etc., servem como proteção ao 
médium girante; outras como bengalas, tridentes, espadas, flechas, etc., servem como um meio 
para descarregar o médium ou o consulente; e há também as ferramentas como incenso, joias, 
pedras, coco verde, doces, bebidas, etc., que servem para atrair e carregar o médium girante com energia positiva, ajudando no seu fortalecimento, equilibrando-o e acalmando-o.
Não há uma regra com relação à função de cada ferramenta, pois os guias utilizam a mesma ferramenta para diversos usos, dependendo de sua vontade e do objetivo que ele quer atingir, 
como por exemplo, a bengala do preto velho pode descarregar o médium, mas também pode servir 
como meio para atrair energia positiva e carregar o médium.
Como são utilizadas as ferramentas?
Cada guia espiritual utiliza a ferramenta de acordo com seu fundamento e axé e há variação 
no uso ou no tipo de ferramenta até mesmo entre guias de mesma linha - como a linha de caboclos 
Pena Branca, onde um caboclo pode utilizar um cocar e outro utilizar apenas uma cuia com água e mel. 
O médium girante também influencia na escolha da ferramenta, pois o seu corpo é um transmissor e receptor de energias, mas a facilidade por onde “entra e sai” energia do seu corpo (que Basta saber pedir, saber bater, para que o Divino Criador lhe atenda. É religioso: porque é um ato de fé. Porque é realizado dentro de um Templo de Umbanda Sagrada e também, porque 
é realizado por um sacerdote ou sacerdotisa, que trás em si a outorga de realizar o Culto Mágico 
Religioso, dentro do ritual de Umbanda Sagrada.
O Templo de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, vem realizando o Culto Mágico
Religioso no inicio dos seus trabalhos espirituais. Porque entende que desta forma, vai internalizando nos corações de todos que a buscam os conhecimentos Divinos, como mais uma forma de 
louvar Deus e seus Divinos Tronos, (os Sagrados Orixás da Umbanda) e atender a muitos de uma 
só vez pode ser através das mãos ou dos pés ou da cabeça ou do tronco, etc.) é o que ajuda o guia a 
definir qual ferramenta utilizar.
Para fazer o uso das ferramentas iremos descrever - com linguagem humana e pobre - como 
um (a) preto (a) velho (a) faz uso das mesmas:
I. Chapéu de palha, lenço, xale, etc.
a. Energia positiva: atrai bons fluídos e energia para a coroa do médium.
b. Energia negativa: protege a coroa do médium de vibrações negativas que estão no ambiente e 
ainda não foram processadas durante o ritual.
II. Cachimbo, cigarro de palha, cigarro, etc.
a. Energia positiva: o odor do fumo sendo queimado atrai bons fluídos ao médium e ajuda na concentração. 
b. Energia negativa: queima os miasmas do corpo do médium e dos consulentes.
III. Rosário, terço, figa, crucifixo, guia de contas, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para ser repassado ao 
médium ou aos consulentes. Também serve como meio para o médium se concentrar no trabalho 
do guia.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente 
sendo descarregada quando a ferramenta é jogada ao chão ou quando ela quebra.
IV. Bengala, espada de Ogum, lança de Ogum, galho de guiné, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para serem repassadas 
ao médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente 
sendo descarregada quando a ferramenta é batida no chão.
V. Comidas e bebidas como café, bolo de fubá, mandioca, arroz, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para ser repassado ao 
médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente 
sendo descarregada quando descartado (cuspido) no “cuspidor”.
VI. Tapete de folhas, tapete de palha, chinelo de palha, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina localizado no congá para 
ser repassado ao médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente 
sendo descarregada quando o guia bate os pés e ou as mãos contra a ferramenta ou contra o chão.
Para deixar bem claro, quem direciona o tipo de energia, positiva ou negativa, para a ferramenta é o guia espiritual, pois é ele que está visualizando o excesso ou a falta dessas energias, é ele que sabe como manipular essas energias, sem afetar o médium ou o consulente.
Mas quem é que define as ferramentas que os guias utilizarão nos trabalhos? Os próprios 
guias!
Por mais “legais e belas” que achamos algumas ferramentas, e até gostaríamos de presentear nossos guias, somente os guias é que pedirão, ou não, as ferramentas. Somente os guias é 
que sabem quais as ferramentas que eles mesmos utilizam e se são ou não necessárias. 
Há casos em que alguns terreiros proíbem o uso de ferramentas pelos guias, mas é claro 
que os guias sabem dessa “proibição” e por isso, manipulam as energias de outras maneiras, refor-
çando o direcionamento das energias para assentamentos ou para o altar, por exemplo.
E se o médium girante quiser presentear um guia espiritual com uma ferramenta? E se um 
consulente presentear o guia espiritual de um médium com uma ferramenta?
Quando decidimos presentear um guia espiritual que trabalha conosco, através do uso de 
nossa mediunidade, o melhor que se tem a fazer é perguntar para ele (ou pedir para que outra 
pessoa pergunte para o guia) se o presente será útil ou será uma coisa para atrapalhar. Acredite: 
se o guia precisar de uma ferramenta ele pedirá ao médium ou ao cambono do médium girante, e 
às vezes, o que chamamos de “intuição”, como num caso desses, pode ser apenas uma “vaidade” 
de nossa parte. Todo cuidado é pouco.
Se um consulente resolve presentear o guia espiritual devemos ter em consciência o seguinte caso: a consulta com o guia espiritual é gratuita, logo um presente pode caracterizar, indiretamente, como pagamento por um “serviço bem feito”.

A vaidade do médium também pode ser exacerbada com este ato. 
O procedimento neste caso é: alertar para que os consulentes não ofereçam presentes aos 
guias espirituais, mas caso aconteça, o consulente deve oferecer o presente diretamente para o 
guia que saberá o que fazer com o presente. 
E para finalizar este texto, uma dúvida de muitas pessoas é: uma guia de contas estourou 
durante a gira, isso foi descarrego? Sim e não. Sim se o médium estava muito carregado negativamente e a única ferramenta que estava em seu poder era a guia de contas, daí, em decorrência do 
excesso de energia ela pode estourar. Porém não é sempre que uma guia de contas estoura em 
decorrência do excesso de energia. 
O médium constantemente molha a guia de contas em banhos de firmeza, amaci e até 
mesmo com o próprio suor. Alguns colocam as guias para energizar com a luz solar ou com a luz 
lunar.  Esse processo de molhar e secar a guia por diversas vezes faz com que o fio de nylon da 
guia de contas não suporte tanta variação e quebre, e claro, como o médium só utiliza a guia de contas em dias de gira, é nesse momento que vai haver o “estouro” da mesma, e isso não é descarrego.

O que buscamos na Umbanda

por: Tininha - Jornal nacional de Umbanda 
1 Setembro de 2012, edição : 44 página 15
     
Quando decidimos nos dedicar a um caminho religioso na Umbanda? Muitas vezes estamos cansados 
da nossa maneira de ver a vida, de não nos importarmos com os problemas que nos cercam e com os nossos 
irmãos.
O que buscamos? Buscamos por virtudes! Virtudes essas, que por muitas vezes já temos, porém estão 
adormecidas e são bases importantes em toda nossa jornada. A partir do momento que nós nos dedicamos de 
coração, tudo vai ficando mais claro.
Uma dessas grandes virtudes é a gratidão. A gratidão nunca vem sozinha, ela está sempre acompanhada de uma série de outros sentimentos: amor, amizade, humildade, e etc.
É importante não confundir gratidão com adoração ou outro tipo de lisonja.
Quem não ama (seja qualquer um dos exemplos de amor: de pai, de mãe, de irmão, de amigo) não é 
grato. 
Quem não ama não é aquele que odeia, mas sim aquele que é indiferente. A falta de gratidão é resultado 
da incapacidade de retribuir e por isso está ligada
ao egoísmo e à apatia.
Afinal agradecer é reconhecer, é retribuir. Mesmo que as coisas não aconteçam da forma que desejamos. Pois nem sempre a oportunidade de crescimento e evolução vem fácil.
A gratidão é um dom de troca, é amor puro, é amor verdadeiro e por isso se aproxima
tanto da solidariedade/caridade (como uma gratidão incondicional).
A gratidão é um mistério, é peça fundamental na vida de todos nós, é a mais agradável
das virtudes. A gratidão é definitivamente o caminho para o bem maior.
Portanto, devemos ser gratos, pois tudo está a serviço do nosso crescimento, proporcionando expansão 
de consciência sobre quem somos. Pense nisso! 
Pense na gratidão como um sinal de evolução. Pratique! Agradeça! Que Oxalá nos abençoe...

Todo o Amor da Criação

por - Alexandre Cumino - médium, sacerdote umbandista, mago, escritor e dirigente do Templo Escola Pena Branca.

Ser ou não Ser... Exu!

por - Rodrigo Queiroz - médium, sacerdote umbandista

sábado, 8 de setembro de 2012

Procedimentos de Umbanda


A doutrina de Umbanda estimula os procedimentos corretos e incor­porou aqueles mais afins com a própria natureza divina dos Orixás.
A um médium é solicitado que co­nheça o mínimo indispensável para que possa realizar as práticas de Umbanda e seus rituais. Também é exigido que se estude um pouco, porque só assim en­tenderá tudo o que acontece dentro de um templo de Umbanda durante a realização das giras de trabalho.
Cada religião tem seus paramentos ou suas vestes litúrgicas, e a Umbanda tam­bém tem os seus: vestes brancas.

Por que o branco é a cor preferencial da Umbanda?
O branco é a cor de Oxalá, o re­gente da Fé no Ritual de Umbanda Sa­grada. Logo, como a fé é o mistério re­ligioso por excelência, o astral tem estimulado o uso dos paramentos brancos. O simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na apresentação do corpo mediúnico.
Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau de médium, dele tam­bém se exige que purifique seu íntimo, reformule seus antigos conceitos com relação à religiosidade e se porte de acordo com o que dele esperam os Ori­xás sagrados, pois será estes que o ampararão daí em diante.
A doutrina de Umbanda tem por ob­je­tivo primeiro o auxílio espiritual, e esti­mula o despertar da consciência religio­sa nos médiuns. Os doutrinadores sa­bem que tem que ser pacientes, pois precisam lidar com pessoas oriundas de outras religiões, nas quais já desenvol­veram uma consciência mais ou menos de acordo com o que pregam suas dou­trinas.
A doutrina tem como um dos seus pro­cedimentos basilares nunca obrigar alguém a renegar a religião que pra­ticava, pois nenhuma religião deve ser renegada ou criticada.
O máximo tolerado pela doutrina é a crítica aos mercadores da fé, aos fanatizastes líderes religiosos das doutri­nas obscurantistas, e, ainda assim, se eles forem os primeiros a agredir a religião umbandista, como sempre ocor­re, já que sentem uma ameaça invisível aos seus feudos religiosos nas religiões libertadoras do espírito, como o são a Umbanda e o Espiritismo.
As verdades semeadas pelos espí­ritos são superiores às que eles semei­am e tratam logo de combatê-las. Mas, fora essas escaramuças em nível terra, a doutrina de Umbanda reprova toda tentativa de diminuir outras religiões, pois todas se fundamentam em Deus e em sua divindades. Logo, o universalis­mo adotado pela doutrina de Umbanda não permite críticas às outras religiões, tampouco obriga alguém a renegar sua antiga crença.
Quem proceder de outra forma não é ainda, um verdadeiro médium de Um­banda Sagrada, a mais ecumênica das religiões. Em seus templos manifestam-se espíritos trazendo ainda vibrantes as suas antigas forma­ções religiosas que lhes possibilitaram a ascensão es­piritual aos níveis superiores da luz.
Manifestam-se espíritos vindos de to­das as outras religiões e regiões do pla­neta. Uns são hindus, outros são ára­bes, outros são judeus, budistas, cris­tãos... e até índios brasileiros e negros africanos, os seus fundadores espiri­tuais.
Logo, dentro dos procedimentos re­co­mendados está o de absterem-se de qualquer crítica a outras religiões ou de alimentarem preconceitos religiosos mesquinhos.
Outro procedimento recomendado é respeitar os templos de todas as re­ligiões e seus espaços religiosos, pois, aquele que na respeita a casa alheia, não respeita a própria.
Se não consegue ver em um templo alheio uma morada de Deus, então não é digno de dizer que, no seu templo, Ele habita. Em verdade, onde as pes­soas se reúnem para louvar a Deus, Ele ali se estabelece e se manifesta, não importando que o invoquem com outros nomes que não o de “Olorum” ou “Zambi”. Deus é único e os nomes que Lhe dão são apropriações humanas de Suas qualidades divinas manifestadas há todos os tempos. Afinal, Ele é tudo em Si mesmo e temos de invocá-Lo por um nome que mais nos fale ao coração, certo?
Outros procedimentos recomen­dados, e já bastante divulgados, são relativos às práticas rituais:
• Em dia de trabalhos mediúnicos, não se deve comer alimentos de difícil digestão ou ingerir bebidas alcoólicas, pois estas entorpecem a mente a anulam a percepção extra-sensorial, assim como abrem o campo mediúnico às vibrações negativas e estimulam o emocional dos médiuns;
• a mediunidade só deve ser desen­volvida com o recurso da concentração dos cantos rituais e dos atabaques, e nun­ca com o concurso de qualquer produto alucinó­geno, o qual cria delírios emocionais e animismos;
• médium desequilibra­do deve ser afas­tado do corpo mediúnico e enca­minhado para tratamento médico- psi­co­­lógico e es­piritual;
• médium alcoolizado, ainda que mi­ni­mamente, não deve realizar trabalhos práticos, ou deles partici­par;
• médium que não realizar a higiene espiritual e pessoal, tal como banho com ervas, firmar uma vela para o seu anjo da guarda, firmar sua esquerda e direi­ta, etc., não está apto a realizar um bom trabalho mediúnico. Nessa higiene pessoal inclui-se a bucal, pois não há coisa mais desagradável que um consu­lente ter que suportar o mau hálito de um médium relapso.;
• estar sempre vestido com roupas limpíssimas;
• portar-se com respeito e silêncio dentro das tendas – espaços consa­grados as divindades e aos rituais reli­gio­sos praticados dentro da Umbanda.